Helena Arcoverde

A noite

Posted in Poesia by helenarcoverde on 25/02/2012

Helena Arcoverde

A noite desenha as ruas

Os vultos surgem impunes

Temerosos do dia

Aproveitando as diferenças

Das ruas sem o sol

A imagem

Posted in Conto by helenarcoverde on 11/02/2012

Por Helena Arcoverde

Olhei-a contrariada. Quando disse a ele que a escolhesse, não pensei em algo tão difuso. Ainda assim considerei que fosse uma imagem de qualidade. Olhei-a algumas vezes na parede, tentando me conformar com o presente dado talvez não de bom grado. As primeiras horas do dia não foram capazes, como eu, de ver os costumeiros rasgos de genialidade. A luz e o tempo mostraram o que as olhadelas precipitadas negavam. O quadrado contido pela parede branca revelou uma infinidade de cores tênues, arredias, mas conformadas. Olhei-as, desconfiada com a revelação tardia. Ao meio um quadrado esbranquiçado neutralizava qualquer suposição. Mais a direita um retângulo tentava, em vão, acompanhar o aprisionamento centralizado. Em azul natiê mantinha-se discreto. Nunca mais o veria saltitar sobre os lugares prováveis.  Saraivadas marcadas pela obviedade continuariam a ser desferidas. E eu não estarei mais aqui para rezar.

O jogo

Posted in Poesia by helenarcoverde on 02/02/2012

As artimanhas

Ficam para os jogadores

Acostumados ao brilho do jogo