Helena Arcoverde

Fotog família

Posted in Fotografia by helenarcoverde on 25/11/2012

Avó Helena Sobral e mãe Verbena Angélica Arcoverde

Próximas publicações

Posted in Informação by helenarcoverde on 23/11/2012

“A moça da Sete” – gênero poesia e “Crônica de Natal” serão os próximos posts em alguns dias. Enquanto o primeiro texto é uma homenagem a minha cidade natal – Teresina, da qual já vivo distante há mais de duas décadas, o segundo é  dedicado aos leitores deste espaço e uma das minhas crônicas prediletas o que se justifica: acabei de produzir. Bem, quem escreve sabe que, independente das teorias, o texto às vezes parece se desenvolver com autonomia, resgata, se move como se o autor ali não estivesse, por isso essa crônica, independente da autoria, me causou imensa emoção. Por enquanto, ela é a minha preferida. Logo compartilharei com vocês. Sobre o poema há vinte anos não escrevia nesse gênero, mas aos poucos estou retomando essa escrita e já tenho alguns novos.

A canção perfeita de Jacob

Posted in Crônica by helenarcoverde on 22/11/2012

A música deveria ser obediente e nos remeter a espaço e tempo consentidos. Mas ela tem autonomia. É corpo onde cabe o universo inteiro. Quando quer, permite que suponhamos ser parte dela. Unidade e confronto, harmonia e conflito, tudo isso povoa esse mundo que quer ser só,  mas que é feito por cada um que se dispõe a conversar consigo por instantes que sejam. Foi pensando em tudo isso que elegi a canção perfeita de Jacob – Vibrações.  Nela, a alma se nega a conversar com outra que não seja um de seus pares, capazes de compreender quão imateriais somos. Por meio da canção tomamos emprestada a imortalidade da  alma– um consolo para quem sempre teve certeza da efemeridade e da supremacia do fim. Vou terminar porque isso é um poço sem fundo e agora vou continuar dialogando com as almas todas que invejam não ter ouvido Jacob enquanto havia tempo. Talvez ainda haja. Nesse quesito sou felizarda e espero que vocês também o sejam. Ouçam Vibrações. Ainda há tempo

A canção perfeita de Jacob

Posted in Crônica by helenarcoverde on 21/11/2012

A música deveria ser obediente e nos remeter a espaço e tempo consentidos. Mas ela tem autonomia. É corpo onde cabe o universo inteiro. Quando quer, permite que suponhamos ser parte dela. Unidade e confronto, harmonia e conflito, tudo isso povoa esse mundo que quer ser só,  mas que é feito por cada um que se dispõem a conversar consigo por instantes que sejam. Foi pensando em tudo isso que elegi a canção perfeita de Jacob – Vibrações.  Nela, a alma se nega a conversar com outra que não seja um de seus pares, capaz de compreender quão imateriais somos. Tomamo-lhe emprestada a imortalidade – mais um consolo para quem sempre teve certeza da efemeridade e da supremacia do fim. Vou terminar porque isso é um poço sem fundo e agora vou continuar dialogando com as almas todas que invejam não ter ouvido Jacob enquanto havia tempo. Talvez ainda haja. Nesse quesito sou felizarda e espero que vocês também o sejam. Ouçam Vibrações. Ainda há tempo.

Ode à palavra

Posted in Conto by helenarcoverde on 09/11/2012

Por Helena Arcoverde

A moça estremece ante a resistência das palavras. Arredias, se recusam a compor. Ela sabe que ninguém obriga as palavras a contar. Só se alcançá-las no âmago, se alçá-las da inanição, das vielas nas quais costumam adormecer. É preciso se juntar a elas, incitá-las ao jogo silencioso da permissão e do confronto na procura dos seduzíveis,  do que se encolheu para não participar do jogo vil de toda sedução. E, nesse meio tempo, compactuar com aquilo que o instante assevera. Não representarão a dor alheia a menos que lhes mostre os vieses e matizes que a chaga contém, as estradinhas de pó que lhes deram vida e que o tempo desprezou. Se nem assim resolverem compor é necessário recorrer ao amor. Mas este, ocupado com os inadvertidos, argumenta que não dará conta desse dizer. E então, se recorrerá ao tempo que, parceiro de muitos e de nenhum, consente. Em troca desse pertencimento, acena com a eternização. Sabedores dos desmandos do recém-chegado, os demais passam a deixá-lo de fora das trovas. Estão sós, nessa empreitada de contar os infindáveis caminhos dos equívocos do dito. As palavras e o amor, então, farão um inventário das proezas silenciadas. No transitar entre o apagar e o renascer, entre  a inutilidade do que perdura e a vaidade, entre as palavras e o amor, a moça  estremece quando descobre que sem tecer os contrastes a palavra desaparecerá em meio aos anos sem nunca conseguir versos que só a alma sabe fazer. Mas esta, descrente, estremece a cada contato, mergulhada que está no rio de águas mornas e ternas. E de lá só sairá vez por outra quando alguém conseguir findar a mentira. A moça desvanece ante tão inglória luta. E adormece, em meio à proeza sem alma das palavras.

Tagged with: , , ,