Helena Arcoverde

A moça da Sete

Posted in Poesia by helenarcoverde on 05/04/2013

Por HelenaArcoverde (a The)

Sou das ruas sem nome

Da cidade dos sois

Das gentes desconhecidas

Das cenas alheias

com casais enroscados nos muros

bicicletas a espera na rua detrás

das moças de outras bandas

Sou a moça da Sete

Encabulada dos que nunca vira

barulhenta entre os seus

Sou de todas as mães

Sou de todas as  igrejas

e só de uma não troco o nome

Sou da rua asfaltada  do South

Saudosa do chão batido

que a rua nunca vira

 Sou da Olavo

onde nunca pousei

Quem sabe da São Pedro

onde nunca morei

Sou  vizinha da Félix

Sou de todas as casas

entre a Sete e a Mestre

Mas também de todas as do North

Sou fuga e raro reencontro

Sou lampejo que se esvai

Sou da cidade dos sois

na qual perambulo

pelos rios sem dono

nas noites sem sono

Bem perto da Sete.

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2 Respostas

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  1. Janice said, on 01/05/2013 at 22:02

    Gostei da “moça andarilha”, que posa, mas não pousa, nas ruas de sua cidade, apenas se entrega ao prazer de vasculhar suas entranhas sem necessariamente aninhar-se. Um passeio descompromissado sem a saudade outrora idealizada.

    • helenarcoverde said, on 02/05/2013 at 07:51

      Rsss, o comentário é um texto valioso. Obrigada, Jan.


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