Helena Arcoverde

Posted in Frase, Uncategorized by helenarcoverde on 26/11/2015

Quando os pais não dão  exemplo ético, os filhos aprendem com a derrocada dos pais.

Posted in Frase, Uncategorized by helenarcoverde on 18/11/2015

Alguns têm tão pouco amor que, dentro de si, só cabem os seus.

Posted in Frase by helenarcoverde on 15/11/2015

Quando as instituições falham, os heróis surgem.

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Demência da Nação: quando as instituições falham, os heróis nascem

Posted in Crônica by helenarcoverde on 14/11/2015
Por Helena Arcoverde
Os meios de comunicação possibilitaram o renascimento de heróis brasileiros, silenciados através dos séculos pelos poderes constituídos trazidos ou não pelos votos. Jovens e remanescentes de décadas anteriores se reúnem no espaço da revolta.
O amor à patria renasce não da imposição das disciplinas dos bancos escolares e sim da desilusão nos poderes constituídos, na decepção pelos votos dados, no sentimento de revolta que impele os dissidentes digitais para as ruas.
São povos novos, emergidos do diálogo virtual. Do entrelaçamento antes restrito, pois 
quando as instituições falham, os heróis surgem. Uma a uma, elas se decompõem e, dos escombros, surgem anônimos, que fazem das fraquezas poderes paralelos em resposta à  demência da Nação. 
O poder governamental tenta seguir a mesma estratégia com laços forjados,  em vão. A nação reage com  fúria ante a corrupção, ante o desmonte do país que percebeu – a duras penas –  que não se pode “confiar nem na roupa que veste”.
 Os meios de informação possibilitados pela internet são o espaço desses heróis que vão ganhando rosto conforme vão avançando em suas relação interpessoais, em seus protestos contra o mando vigente. São pessoas atemporais, gestadas nesse espaço de desilusão. São filhos do temor, da não realização dos sonhos, do desemprego,  das filas e humilhações, da decepção.Do medo da miséria.  É o despertar de uma nação que tem – unicamente em si, a concretização de um novo tempo no Brasil. Voa, Brasil. 

O truque da sacola

Posted in Crônica by helenarcoverde on 12/11/2015

Por Helena Arcoverde

“Um dia é da caça, outro do caçador”. Pensei no dito quando lembrei das minhas risadas  quando uma amiga trocava as sacolas de grife pelas de supermercado e, com isso, disfarçava o valor das compras. Eu, para apoiaá-la,  oferecia a sacola  da quitanda da esquina. Bem, voltemos ao castigo. Nesses tempos de crise, aboli a aquisição de qualquer item colecionável. Mas, o pecado existe e sempre se está sujeito a cair em tentação. Foi assim que, com base no truque da sacola, resolvi esperar o funcionário dos correios nas imediações da casa. A aparência das caixas deixam a desejar e isso – ao invés de ser um malefício – tornou-se um aliado. Resolvi adquirir uma não tão grande escultura de águia.  Como o “perigo mora ao lado”, entrei porta a dentro e ele – a irmã – nem viu. Ela dá conta de tudo não visto ainda na casa, ao contrário do meu filho, que nada vê. Dei um banho na águia com cuidado para não retirar a pátina. Cismei com ela. Algo de estranho existia ali, além da ausência da base e haste que a sustentariam. Foi quando a vizinha entrou. Essa eu não conhecia, disse. – É, comprei, mas tem algo que não bate. Ela se aproximou com o cigarro no bico e disse: é o rabo. Como assim, perguntei. E ela: cortaram demais o rabo da águia.  Ela me olhava com prazer, beirando a morbidez. Revanche puro. Esse bicho chegou hoje? E eu  disse: imagine, estava dentro da caixa no terraço faz tempo. E ela: que nem os outros? Exato. À noite, sem a vizinha, eu fui olhar imagens de águia. Pois não é que o bicho tem o rabo meio curto? Mas ainda assim não me conformara com o tamanho do dano. Posicionei-a, então, de frente, com o rabo, como é de praxe, para trás. E minimizei o desconforto, uma vez que, pior não é o corte, mas o meu fracasso em não saber com perfeição encenar o truque da sacola. Ainda mais quando algo dá errado. Mas um dia eu aprendo.