Helena Arcoverde

A despedida (Já publicado)

Posted in Argumento by helenarcoverde on 19/08/2012

O  corpo magro inerte. Olhos amedrontados se fixam no que restou do corpo após a peste. O marido alterna o olhar entre a mulher e as duas crianças que, abraçadas, o olham interrogativamente, após a morte da mãe. O pai desvia o olhar. As crianças, quase grudadas, enroscam-se pelas paredes do navio. Insistem na aproximação com o pai. Escuridão e desânimo. A mãe é jogada ao mar antes do navio aportar.  Os três descem. O pai caminha decidido em direção ao amplo salão de desembarque. As crianças, esguias e com ar temeroso seguem-no. Depois, dirigem-se a um pequeno quiosque. O pai compra-lhes pão e café. Bocas trêmulas compartilhavam o mesmo copo, com lentidão. Antes do término, o pai toma-lhes o copo e coloca-o sobre o balcão. Começam a andar novamente. As crianças o acompanham com ar interrogativo. O pai continua a caminhar e, seguidamente, vira-se para olhá-los. Um olhar mais complacente. O pai agora se dirige novamente para o embarque. Outro navio prepara-se para partir. O pai faz sinal para que elas parem de andar. As crianças se entreolharam. O pai apressa o passo. Pela última vez ele volta-se para trás. Já no navio o pai chora. As crianças, abraçadas, têm um ar de perplexidade.

Tudo em comunidade

Posted in Argumento by helenarcoverde on 14/04/2012

Um grupo de jovens amigos combina um encontro três décadas depois para reprogramarem suas vidas ao atingirem a meia idade. Após esse encontro, resolvem deixar suas famílias e morar em comunidade. O passado e o presente se entrecruzam evidenciando as tramas e os conflitos de cada personagem. Entre a emoção e cômico, o filme mostra as mudanças ocorridas na vida pessoal de cada um em face dessa nova vida: a influência exercida pelo coletivo na vida pessoal (família, amigos, vizinhos, reconstruções amorosas, descobertas  de amores não vividos na juventude). A interação entre os grupos familiares a que cada um pertence são também marcantes nessa nova jornada.

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A despedida

Posted in Argumento by helenarcoverde on 01/03/2012

Por Helena Arcoverde

O  corpo magro inerte. Olhos amedrontados se fixam no que restou do corpo após a peste. O marido alterna o olhar entre a mulher e as duas crianças que, abraçadas, o olham interrogativamente, após a morte da mãe. O pai desvia o olhar. As crianças, quase grudadas, enroscam-se pelas paredes do navio. Insistem na aproximação com o pai. Escuridão e desânimo. A mãe é jogada ao mar antes do navio aportar.  Os três descem. O pai caminha decidido em direção ao amplo salão de desembarque. As crianças, esguias e com ar temeroso seguem-no. Depois, dirigem-se a um pequeno quiosque. O pai compra-lhes pão e café. Bocas trêmulas compartilhavam o mesmo copo, com lentidão. Antes do término, o pai toma-lhes o copo e coloca-o sobre o balcão. Começam a andar novamente. As crianças o acompanham com ar temeroso. O pai continua a caminhar e, seguidamente, vira-se para olhá-los. Um olhar mais complacente. O pai agora se dirige novamente para o embarque. Outro navio prepara-se para partir. O pai faz sinal para que elas parem de andar. As crianças se entreolharam, ar perplexo. O pai apressa o passo. Pela última vez ele volta-se para trás. Já no navio o pai chora. As crianças, abraçadas, têm um ar de perplexidade.

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