Helena Arcoverde

poeminha inacabado 2

Posted in Poesia by helenarcoverde on 17/10/2018

por helena sobral arcoverde (2016)

aniversários me lembram a morte
os bolos do passado
a cajuína gelada na garrafa de cerveja
as sobras de bolo do dia seguinte
me lembram todas as mortes
das quais não consigo me libertar
me lembram as falhas
que se acentuam em dias de festas
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nada incomum

Posted in Poesia, Uncategorized by helenarcoverde on 23/08/2018

by helena sobral arcoverde

quero uma vida igual
a cortina levantando as pontas
quando o frescor a importunar
quero igreja aos domingos
o amor sem palavreamentos
comer pipoca no sofá
vendo filminho barato
quero trocar olhares
com quem nem deveria
quero ver as nuvens
ao final da tarde
e decifrar cada uma
imaginando sinais
que não existem
quero nada incomum
para os dias que sobram

refém da chuva

Posted in Poesia by helenarcoverde on 10/06/2018

por Helena Sobral Arcoverde

 

O pássaro implora trégua
mas as bicas transbordam
O lamentoso parece me culpar
quando os galhos cedem
e as penas se encharcam
e eu, mais que logo,
culpo ao Santo Pedro
pois não sou dona dos céus
nem das pinganças na terra
caso pudesse,
deixava-o sequinho
a ruflar em todos muros
a sacolejar todas árvores
a se pendurar em todos beirais
mas eu, que nem ele,
sou refém da chuva
e também dos santos

Posted in Poesia by helenarcoverde on 20/05/2018
Posted by helenarcoverde on 22/05/2017

 

If after love comes emptiness

Don´t be startled

It´s another trick of loneliness

ARCOVERDE, Helena Sobral. untitled. In: blog Helena Arcoverde. Translation: SCHLEMM, Martha. Curitiba, 2017.

untitled

Posted in Poesia by helenarcoverde on 16/05/2018
Posted in poesia by helenarcoverde on 25/05/2017

 

End of the line

Useless

To retouch routine