Helena Arcoverde

nada incomum

Posted in Poesia, Uncategorized by helenarcoverde on 23/08/2018

by helena sobral arcoverde

quero uma vida igual
a cortina levantando as pontas
quando o frescor a importunar
quero igreja aos domingos
o amor sem palavreamentos
comer pipoca no sofá
vendo filminho barato
quero trocar olhares
com quem nem deveria
quero ver as nuvens
ao final da tarde
e decifrar cada uma
imaginando sinais
que não existem
quero nada incomum
para os dias que sobram
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refém da chuva

Posted in Poesia by helenarcoverde on 10/06/2018

por Helena Sobral Arcoverde

 

O pássaro implora trégua
mas as bicas transbordam
O lamentoso parece me culpar
quando os galhos cedem
e as penas se encharcam
e eu, mais que logo,
culpo ao Santo Pedro
pois não sou dona dos céus
nem das pinganças na terra
caso pudesse,
deixava-o sequinho
a ruflar em todos muros
a sacolejar todas árvores
a se pendurar em todos beirais
mas eu, que nem ele,
sou refém da chuva
e também dos santos

Posted in Poesia by helenarcoverde on 20/05/2018
Posted by helenarcoverde on 22/05/2017

 

If after love comes emptiness

Don´t be startled

It´s another trick of loneliness

ARCOVERDE, Helena Sobral. untitled. In: blog Helena Arcoverde. Translation: SCHLEMM, Martha. Curitiba, 2017.

untitled

Posted in Poesia by helenarcoverde on 16/05/2018
Posted in poesia by helenarcoverde on 25/05/2017

 

End of the line

Useless

To retouch routine

escuse me

Posted in Poesia by helenarcoverde on 16/05/2018
Posted in poesia by helenarcoverde on 21/05/2017

 

Excuse me for I am sad

I want to be asleep sooner

To leave very early

To meet the morning

And hear it say

Don´t fret, it will pass

And I´ll be happy

For no one can pretend better

Than it can

ARCOVERDE, Helena Sobral. Escuse me. In: blog Helena Arcoverde. Translation: SCHLEMM, Martha. Curitiba, 2017.