Helena Arcoverde

Jogo de empurra (última versão)

Posted in Crônica by helenarcoverde on 14/06/2013

Por Helena Arcoverde

Os processos se repetem sob égide diversa. As ordens terminam tendo as mesmas raízes: a intolerância, o mando, o controle. Os relacionamentos de aparência se assemelham, por exemplo, à arrumação feita pelos governos para, amparados por dados estatísticos usados sempre a favor, fazer parecer que a casa está arrumada. Os conflitos surgem para mostrar que nada anda bem como parece. Ninguém é vitorioso governando alguns e abandonando muitos outros. E nem precisavam os protestos para mostrar a agonia da população, bastava observar a imposição do silêncio, a barganha, a falta de compromisso com a pluralidade e o bem estar de “toda” a população. O preço da passagem é uma questão que esconde muitas outras, uma insatisfação que estourou porque não poderia mais ficar guardada. A batata quente está passando de mão em mão e, claro, o jogo é de empurra. E agora se espera que a força não se instale porque se alguém tiver que ser punido muitos cargos ficarão vazios e muitos casamentos desmoronados publicamente. Entrar no céu à força pode não ser um caminho tão vitorioso como se pensa. E, ai, meu bem, só chamando a polícia.

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