Helena Arcoverde

Mark, me acode.

Posted in Crônica by helenarcoverde on 25/04/2013

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Acervo pessoal

“E eu que pensei já ter visto tudo”. O veio popular por vezes exprime em uma frase o que muitos diriam em várias. Por isso me valho dele agora e, provavelmente, em várias outras ocasiões. Bem, sem teorizações baratas, vamos aos fatos. Minha amiga passou uns tempos na floresta e levou dois dos três cachorros consigo. Mas cá ficaram outros familiares sequiosos de interação, questão fácil de ser resolvida, disse ela: eu os coloco ao telefone todos os dias e eles, após esse contato, ficam acabados. Fiquei estarrecida com a solução. Mas “aqui se faz, aqui se paga”. Lupicínio estava certo.  Então, tempos depois tive que me ausentar e recorri ao mesmo método: oi, neném, a mama está morrendo de saudades, como você está? Não fuja, bebê, senão eu morro. E depois do ato insano ainda perguntei ao filho: qual a reação da Fefa – apelido da gatinha –  ao ouvir minha voz? É, amigos, a situação é preocupante. Só Nossa Senhora das Cabeças, como diz minha irmã, sábia por ser a mais velha, dá jeito. Minha amiga voltou e tem agora mais um cachorro para usar a velha tecnologia de Grahan Bell. Mark, dá pra estudar um pouco esses novos usuários: interface, impacto, usabilidade? Sem querer abusar, o design pode ser mais funcional?

 

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Metod produção texto e outros comentários

Posted in Sem categoria by helenarcoverde on 23/04/2013

Meus dois últimos contos foram – “As rosas marrons” e “O ônibus”. O primeiro é mais recente e o último existe há algum tempinho e é meu favorito-por enquanto.  Em geral planejo bem minhas estratégias ao escrever, mas “O ônibus” foi meio “de chofre” e, pelo menos dessa vez, parece ter dado certo. Não disponibilizo todos os que tenho (não são tantos assim) porque sempre reservo um pouco para um eventual material escrito que ainda editarei (juntamente com os já publicados). Os poemas, no entanto, praticamente disponibilizo tudo que escrevo (possuo apenas um inédito). Como disse anteriormente alguns textos “parecem querer desfrutar”  de certa autonomia e “O ônibus” é um dos exemplos.

Sem título

Posted in Poesia by helenarcoverde on 17/04/2013

o corpo arrancado

rasga os veios do amor

e eles andarão a sós

pelos escombros da noite

sem alertas

reaprenderão a caminhar

negociarão com o dia

e conhecerão outros amores

cobrirão a dor da perda

ao fim ela reacenderá

destrutiva e amena

como toda dor

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A moça da Sete

Posted in Poesia by helenarcoverde on 05/04/2013

Por HelenaArcoverde (a The)

Sou das ruas sem nome

Da cidade dos sois

Das gentes desconhecidas

Das cenas alheias

com casais enroscados nos muros

bicicletas a espera na rua detrás

das moças de outras bandas

Sou a moça da Sete

Encabulada dos que nunca vira

barulhenta entre os seus

Sou de todas as mães

Sou de todas as  igrejas

e só de uma não troco o nome

Sou da rua asfaltada  do South

Saudosa do chão batido

que a rua nunca vira

 Sou da Olavo

onde nunca pousei

Quem sabe da São Pedro

onde nunca morei

Sou  vizinha da Félix

Sou de todas as casas

entre a Sete e a Mestre

Mas também de todas as do North

Sou fuga e raro reencontro

Sou lampejo que se esvai

Sou da cidade dos sois

na qual perambulo

pelos rios sem dono

nas noites sem sono

Bem perto da Sete.

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